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Como o "outro lado" vê o fact-checking?.

 

Marcelo Pereira

Diretor Executivo

Considerando a consolidação cada vez maior das agências de checagem pelo mundo, fruto do esforço global contra as notícias falsas e a embromação, é bastante provável que assessorias de imprensa, porta-vozes e estruturas de suporte institucional dos diversos níveis de poderes estejam passando por uma espécie de maturação. A nova realidade de produção jornalística já tem provocado, cotidianamente, diversos desafios para os produtores de conteúdo. A transformação na forma de criar e partilhar informação é irreversível. A maioria de nós passou, está passando ou passará por uma desconstrução na forma de pensar o jornalismo, obviamente mantendo os pilares e os valores inerentes a nossa área. Mas imagino que essa metamorfose também vale para os que se dedicam a assessorar as fontes que são objeto do fact-checking, Não são "apenas" mais profissionais de jornais, revistas e TV que batem à porta das assessorias em busca de posicionamento. O trabalho hercúleo e rigoroso das agências, certamente, está criando uma nova agenda de interlocutores. Isso é ótimo para a qualidade da informação, além de representar uma nova fronteira de pressão para que o discurso público das autoridades seja respaldado pelos melhores princípios da boa governança, tendo a tradicional enganação como última opção a ser vislumbrada.